Ryan Guzman, Tyler Hoechlin e Blake Jenner, parte do elenco do novo filme de Richard Linklater, participaram de um podcast com Mark Reardon em St. Louis, como parte da turnê de divulgação de Everybody Wants Some.

Confira um resumo da entrevista: 

Dando início à conversa, eles contam que essa é a sua primeira visita a cidade e que, infelizmente, não tiveram tempo para conhecer muitos dos pontos turísticos. No entanto, Tyler Hoechlin diz que conseguiu ver o que mais interessava para ele: o campo de beisebol da cidade, e ainda disse que o que viu foi o suficiente para convencê-lo a voltar.

Blake Jenner, que interpreta o personagem principal da trama, comenta que apesar de Everybody Wants Some!! ser considerado sequência espiritual de Jovens, Loucos e Rebeldes, isso se dá mais por causa do tom que o filme segue do que pelos personagens, então não existiu muita pressão quanto a isso. Segundo o ator, o que os dois filmes querem representar é o sentimento de que algumas coisas são imutáveis. Assim, as roupas, o cabelo, as músicas e a tecnologia podem evoluir e mudar, mas descobrir quem você é e em que lugar do mundo você se encaixa continua sempre igual. O filme se foca mais na jornada dos personagens do que em uma trama por si só.

Outro fator que ajudou muito a aliviar a pressão, segundo Tyler Hoechlin, foi o próprio diretor Richard Linklater, que a todo o momento fazia questão de deixar claro que Everybody Wants Some!! não buscava, em momento algum, recriar ou reproduzir a outra obra e sempre foi algo único.

O foco da conversa volta para Tyler, que já jogou beisebol pela Universidade do Arizona e também pela Universidade da Califórnia Irvine. O ator conta que, durante a faculdade, seu objetivo era ser jogador profissional. Contudo, graças a um ferimento, foi obrigado a dar uma chance para a carreira artística, que sempre ficou em segundo plano enquanto beisebol ainda era uma opção.

Apesar de alguns atores do elenco terem experiência com o esporte, eles destacam que o filme não é sobre beisebol, mas que beisebol é o plano de fundo para o que eles querem mostrar. Para Tyler, é muito mais interessante assistir um filme de esportes que mostra a vida dos personagens, o que eles estão fazendo quando não estão jogando e como eles convivem entre si do que manter o foco na temporada de jogos, e assistir um filme que só mostra as pessoas em campo e não como aquele time aconteceu. Por isso, é uma película que irá agradar os fãs e jogadores.

Para criar a vibe indiscutível de que realmente são um time, os atores contam que moraram juntos por três semanas no rancho do diretor, onde não apenas aprenderam a dançar, jogar beisebol e suas falas, mas também se conheceram e criaram laços entre si, detalhe essencial e indispensável que se traduziu nas telas.

Hoechlin comenta que depois das primeiras semanas com os novos companheiros de elenco, ele passou a desejar que a gravação de Everybody Wants Some!! fosse demorar tanto quanto o sucesso anterior do mesmo diretor, Boyhood – Da Infância à Juventude, que levou por volta de dez anos para ser gravado.

Para finalizar a entrevista, os atores falam sobre os diferentes costumes e modas da década de 80. Segundo Jenner, Ryan Guzman sempre teve muita inveja do bigode incrível de Tyler Hoechlin. Também contam que durante as gravações, Hoechlin sempre procurava se vestir com os shorts mais curtos e as meias mais altas, com a intenção de se “pavonear” pelo set, pois é obcecado com isso.

FONTE: Mark Reardon Show

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: EQUIPE THBR

Enquanto Everybody Wants Some!! continua a estrear em cinemas pela nação, dê uma olhadinha abaixo na entrevista que o The Young Folks fez com as estrelas Blake Jenner, Tyler Hoechlin e Will Brittain. Confira abaixo quais os pensamentos deles sobre trabalhar com Richard Linklater, beisebol e o que significa estar em clássico filme de esportes.

Q: Vocês estão prontos para ser parte do culto de Richard Linklater? Linklater é conhecido por achar estrelas emergentes, vocês estavam pensando nisso quando foram escolhidos?

TH: Mesmo que tivesse sido apenas uma experiência, eu acho que esse filme mudou minha perspectiva em muitas coisas sobre o que você realmente gosta mais de fazer como um ator e estar no set e ser parte de um ótimo grupo de colaboradores… isso se tornou um ponto tão luminoso na lista de coisas que eu fiz… trabalhar em um filme que você é realmente apaixonado e poder divulgar um filme que você realmente sente orgulho. É uma coisa ótima. É um grupo ótimo para fazer um filme que é uma coisa muito legal e especial.

BJ: O tanto de coisas que você aprende em uma experiência como essa, não só desses caras (Tyler Hoechlin e Will…), mas também de Rick (Linklater)… se você olhar para ele e o jeito dele sobre todo o processo de ensaio e gravar as coisas… nós dissemos um milhão de vezes que se nós tivermos a chance de dirigir algo, especialmente algo que nós escrevemos, vamos definitivamente copiá-lo.

Q: Algum dia vocês acharam que chegariam a um ponto da sua carreira que trabalhariam com Richard Linklater?

BJ: De mudar para LA e trabalhar no Burger King até fazer audição para comerciais da Best Buy que você é cortado, é incrível chegar em um ponto que estou sentado num sofá com esses caras. Mesmo só trabalhar com esses caras, você nunca acha que você vai trabalhar com um grupo tão incrível de pessoas, mas ai você coloca o Rick na mistura e é meio que um sonho. Parece clichê, mas é um sonho se tornando realidade.

WB: É um mito realmente poder trabalhar com diretores assim.

BJ: Você espera, mas não tem expectativas de verdade.

WB: Para mim, que cresci no Texas, o Richard Linklater é “o cara”.

BJ: Ele é o prefeito não solicitado.

WB: Você olha para o Matthew McConaughey e qualquer ator do Texas que é homem e razoavelmente atlético, olha para o McConaughey e pensa “Se apenas alguém me achasse eu poderia ser o próximo McConaughey.” E então você recebe uma ligação dizendo que você conseguiu um filme com o Richard Linklater…

Q: O que você acha que o filme, em sua essência, é realmente sobre?

TH: Eu acho que é sobre não ter medo de ser quem você é… para mim esse é o tema que sempre me atinge com mais força.

BJ: Sim, o mesmo que ele. A vida é sempre muito, muito mais divertida e você sente como se estivesse tirando mais dela quando você não está apenas, você sabe, vigiando a si mesmo e monitorando o que você está falando ou fazendo ou onde você quer se encaixar, então esse é definitivamente um tema. Eu também acho que também tem duas coisas que eu sempre falo, e eu posso estar completamente errado, mas é tão eterno e mostra que todas as coisas externas mudam. Roupas mudam, música muda, tudo isso muda, mas crescer e descobrir o que você ama e descobrir quem você é e se divertir com os seus amigos… isso nunca muda. Também, eu sempre digo porque eu tenho meus momentos em que estou focado no futuro ou alguma coisa que eles se arrependem do passado e com esse filme o que é muito legal é que não tem uma trama tão grande, não tem um acidente de carro, queda de uma cachoeira e tem sereias que vão pegá-lo e beijar os caras no carro, sabe… é um pedaço da vida onde você não pode evitar estar lá com os caras e isso é um testamento de como é importante viver o agora.

Q: Vocês ficaram competitivos no set?

WB: Nós éramos muito competitivos sobre nossas calças, as quão justas e curtas nós poderíamos deixá-las, e eventualmente o Tyler apenas cortou a metade de baixo de todas as suas camisetas.

Q: Como era a atmosfera geral no set?

TH: É o que você vê no filme… Nós sentíamos como se estivéssemos trabalhando duro, se você realmente puder chamar aquilo de trabalho duro porque era muito divertido, no processo de ensaio quando nós passamos algumas semanas no rancho do Rick. Nós ficamos em um alojamento, então todas as manhãs tomávamos café da manhã juntos, e depois íamos para os ensaios e aulas de dança, praticávamos beisebol, nós fazíamos uma leitura do roteiro. Alguns dias nós nos mantínhamos mais no roteiro e em outros, nós jogávamos nossas ideias e pensamentos… e nós brincamos com isso por tanto tempo que quando nós finalmente começamos a gravar, meio que sentíamos que já tínhamos feito o filme. Fizemos as cenas muitas vezes o suficiente e sabíamos quais eram nossos “melhores momentos”, então naquele ponto era só esperar as outras pessoas aparecerem e nos darem as roupas, fazer o cabelo e realmente ter câmeras para gravar aquilo, então no set foi muito divertido.

WB: Nós literalmente festejávamos todas as noites.

Q: Cada personagem é muito distinto e traz a sua própria voz para o filme, isso é algo que estava no roteiro desde o começo ou algo que vocês descobriram com o tempo?

WB: Absolutamente a última opção e isso é um tributo para todo mundo. Não apenas aos caras que não tinham muitas falas, que eram muitos, porque havia provavelmente apenas quatro ou cinco personagens que eram maiores, mas também um atributo àqueles caras que eram personagens maiores e foram inteligentes e generosos o suficiente para perceber que as falas ficariam melhor se outra pessoa as falasse, ou um momento que ficaria melhor se outra pessoa fosse incluída, o que realmente fala sobre a humildade de todos os envolvidos.

BJ: E todo mundo entendeu que quando uma fala era dada para outra pessoa ou quando algo era cortado… todo o tempo de tela e as falas foram distribuídas igualmente e todo mundo apoiou um ao outro. Não teve uma única pessoa em todo o processo de ensaio que disse “isso é meu, eu quero isso.”

TH: Tendo sido um jogador de beisebol eu posso sempre comparar com jogar beisebol… foi quase como se todo mundo quisesse ter a função de apoio. Ninguém queria ser o cara que vem e faz o gol de placa e todo mundo fica feliz por se sacrificar.

BJ: Foi gratificante ajudar outra pessoa a brilhar.

TH: Exatamente.

Q: Algum de vocês praticou esportes durante o colegial ou faculdade? Alguém teve uma experiência parecida com o que acontece com os personagens do filme?

TH: Eu joguei beisebol durante a faculdade então, sim, isso meio que voltar para os dias de glória. E me divertir um pouco mais com isso do que eu me divertia na faculdade. Eu era um atleta muito focado. Eu festejava no meu único dia de ir a festas, mas se eu não estivesse em aula eu estava treinando. Essa foi a oportunidade para mim de fazer isso, mas com um pouco mais de diversão.

WB: Eu era um jogador de futebol muito bom no ensino médio e um bom corredor, mas eu era péssimo no beisebol então eu parei de jogar por volta dos 14 anos, por isso foi bom voltar e jogar beisebol, mas também foi bom ser ensinado por caras como Tyler e Juston Street… todos esses caras que eram jogadores muito bons e poder ser treinado por esses caras que realmente sabiam o que eles estavam fazendo foi bom, porque alguns deles poderiam ter sido jogadores profissionais, o Street foi e o Tyler poderia ter sido.

TH: Eu diria que beisebol é um dos esportes mais difíceis de fingir em um filme e na TV e eu acho que todos eles [o elenco] fizeram um trabalho muito bom.

Q: Quais foram os desafios e recompensas de trabalhar com um diretor que valoriza o realismo.

BJ: Foi meio louco não sair cantando para mim… eu acho que a maior diferença para mim foi o aspecto temporal disso tudo. Rick nos deu tanto tempo e você nunca tem isso, você nunca tem duas semanas e meia para ensaiar e relaxar com o elenco e conhecer todo mundo e se tornar uma família antes de mergulhar na coisa toda. Especialmente com Glee e tendo que dançar, cantar e atuar algumas vezes, muito frequentemente, no mesmo dia era um malabarismo dessas três cosias. Você não tinha que pensar tanto e isso era revigorante. Não que tenha algo de errado com isso, mas eu definitivamente prefiro conhecer o elenco, poder colaborar loucamente e dar risada, dormir em um alojamento juntos.

Q: Quanto tempo demorou para vocês aprenderem a jogar beisebol?

WB: Eu e Blake nos focamos em habilidades específicas. Tudo que eu sabia é que eu tinha que arremessar do alongamento… eu jogava beisebol, mas eu nunca fui um arremessador então eu sabia que tudo que eu tinha que fazer era arremessar do alongamento como um arremessador dos anos 80 faria. Então nós assistimos alguns vídeos e ele [Linklater] nos deu a liberdade de meio que fazer a nossa própria coreografia… eu e Blake apenas trabalhamos formas.

BJ: Nós definitivamente incorporamos nosso próprio estilo nisso. Eu estava fazendo isso da posição final. Mesmo quando eu estava pesquisando caras fazendo isso do final naquela época e até mesmo agora, eles estão respirando profundamente e eu estava meio que usando isso como uma técnica de rodapé, porque no roteiro ele meio que estava falando consigo mesmo no monte, então eu estava, tipo, porque eu apenas não entro na minha própria zona.

Q: O filme é um clássico sobre maioridade e um clássico sobre esportes. Como você descreve isso para alguém?

TH: Com sorte as pessoas vão assistir ao filme e eventualmente elas vão ficar “Olha é um filme do tipo Everybody Wants Some!!”. Nós não temos que nos preocupar com isso. Nós estamos preparando o palco e preparando o tom para a próxima pessoa que queira fazer um filme apenas sobre conhecer 13 personagens por duas horas.

BJ: Eu queria poder dizer “apenas vá ver o filme” porque é brilhante.

TH: Para mim, esportes são uma metáfora para a vida de muitas maneiras. Então, para mim, eu acho que tradicionalmente quando você diz que é um filme sobre esportes, muitas vezes, para os fãs de qualquer jogo, você pensa em um filme sobre esportes e você pensa que vai ter uma luta por um campeonato e eles ou vão ganhar, ou vão perder. E isso meio que se tornou o significado de um filme esportivo… e não é sobre isso. É sobre os desafios que você enfrenta, é como você vence esses desafios, é como você lida com pessoas em um time e essas dinâmicas entre os personagens e colegas de time. Essas são as coisas que ficam muito depois de você ter parado de jogar. Você leva isso para o seu ambiente de trabalho e para o seu dia a dia. Então, esse seria um dos meus filmes favoritos apenas porque Rick focou nisso e eu acho muito mais interessante ver a dinâmica entre os personagens e como eles se relacionam uns com os outros… isso é muito mais fascinante para mim do que o jogo, qualquer um pode assistir um jogo. Assista ao futebol no domingo, assista ao beisebol em outubro como se fosse dramático, mas assistir com um roteiro, você está jogando e já sabe o que vai acontecer.

Fonte: The Young Folks

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: EQUIPE THBR

The Mash entrevista elenco de EWS

Postado por Débora em 12/05

O elenco de Everybody Wants Some!! concedeu uma entrevista ao The Mash que foi um ótimo bate papo com os atores a respeito do filme, vida e seus personagens. Além de dizer um pouquinho sobre como foi a experiência deles mesmos na faculdade.

UMA CONVERSA COM O ELENCO DE EVERYBODY WANTS SOME!!

Não deixe as propagandas te enganarem – “Everybody Wants Some!!” é muito mais do que o sucessor espiritual de Jovens, Loucos e Rebeldes. Boa música, personagens e história fazem o último filme de Richard Linklater muito mais do que uma cópia carbono do filme de 1993. Logo depois da estreia do filme no SXSW, eu tive a oportunidade de sentar com três das estrelas do filme, Tyler Hoechlin, Blake Jenner e Will Brittain, no Lanham Hotel. Nós conversamos como aprender a abraçar a vida universitária, a alegria de estar com os seus amigos e a importância dos bigodes estilo anos 80.

Vocês fizeram a vida universitária parecer muito divertida.

Tyler Hoechlin: Ela é.

Will Brittain: É muito divertido.

TH: Eu estou tentado (voltar à faculdade) agora depois de gravar.

Quando eu estava lendo sobre vocês, eu descobri que você jogava beisebol, Tyler.

TH: Eu joguei, sim. Eu voltaria.

WB: Tyler, você conseguiria fazer isso.

TH: Eu poderia ser o Willoughby da vida real (interpretado por Wyatt Russell). É só crescer uma barba extraordinariamente grande e raspar minha cabeça.

Os bigodes eram de verdade?

TH: Sim, todos os pelos faciais eram de verdade.

Como foi isso? Porque não é como se vocês tivessem crescido nos anos 80.

TH: Não – não cresci o suficiente nos anos 80 – eu sou o único aqui que até mesmo nasceu nos anos 80, mas não o suficiente para me lembrar.

Como foi se encaixar no cenário dos anos 80?

TH: Foi divertido. São roupas diferentes, músicas diferentes.

Especialmente com os shorts curtos.

TH: Sim, os shorts curtos eram bem intensos, mas quanto a viver em 1980, a coisa mais divertida, para mim, foi a ausência de tecnologia e celulares. Todo mundo só curtia.

Sim, eu nem sei como é isso.

TH: Sim, exatamente.

WB: Você nunca sabe como é isso.

TH: Você está só se divertindo onde você está. Não tem “Oh, o que não-sei-quem está fazendo, me deixa ver.”… Você está onde você está, você está com as pessoas que você está e você está se divertindo.

Blake Jenner: Quero dizer que a pior coisa para mim foram os shorts curtos, porque eu não consegui ficar bem neles como esse cara conseguiu (aponta para Tyler).

Ele ficou muito bem.

BJ: Ele é o mestre em se exibir. Mas a coisa mais divertida sobre isso foi (que) eu era um grande fã de música dos anos 80, mas eu acho que não ouvi tanta música dos anos 80 em minha vida como eu ouvi nesses dois meses e meio em que nós estávamos gravando. Então eu pude aprender um pouco mais sobre aquela época.

Como era a atmosfera? Vocês tiveram que se cercar com toda essa cultura dos anos 80?

WB: Nah.

TH: Não, essa foi uma das coisas que (o diretor Richard Linklater) sempre disse, “Quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam iguais.” Então foi só meio que perceber “Esses são só garotos se divertindo.”

WB: Isso.

TH: Só que com roupas diferentes e músicas diferentes – era isso.

WB: O negócio é, nós estávamos cercados uns pelos outros e meio que fechou que nós éramos todos dos anos 80. Também, todo mundo parecia ser dos anos 80 – eu vou mostrar uma foto para você – todo mundo tinha cabelos e bigodes dos anos 80 e tudo mais. Então, você está apenas passando um tempo com os seus garotos e parecia que esses eram seus garotos. …Então era como se nós estivéssemos nos anos 80. Não é como se nós fôssemos atores metódicos sobre isso, nós apenas éramos.

O Tyler arrasou com aquele bigode, no entanto.

TH: O bigode do McReynolds (personagem de Hoechlin) era como um personagem por si só.

WB: Sim, o seu e o do Nesbit (interpretado por Austin Amelio).

BJ: Então o seu bigode era mais legal que o McReynolds.

TH: Bigode era muito mais amigável.

BJ: Ele tinha mais educação.

TH: Muito, muito mais amigável do que McReynolds.

BJ: Qual era o nome do seu bigode?

TH: Burt.

BJ: Cara, legal!

TH: Sim, Burt McReynolds.

WB: E o bigode do Austin era Tio Chester-Custer! General Custer!

BJ: Parecia mesmo General Custer.

Como a “Era Diferente” se relaciona com a sua experiência na faculdade?

BJ: Eu me relaciono com isso de uma forma esquisita porque eu não fiz faculdade. Eu sempre tive muita inveja de pessoas que tiveram essa experiência. Eu era impaciente e fui para LA logo depois de terminar o colegial. Então isso foi meio que o primeiro ano de faculdade que eu nunca tive. O que foi muito interessante e meio que me ajudou porque eu fui com nenhuma expectativa de “Certo, eu me lembro disso sobre a faculdade, então eu tenho que fazer isso.” Apenas deu certo. Todos nós trabalhando um com os outros porque nós abraçamos os nossos papéis. Como o Tyler que era totalmente o cara importante do campus. E Will, ainda que ele fosse bem mais legal do que Bueter é na primeira metade, ele ainda tem aquela doce essência-de-Bueter. Então todo mundo era um ou outro.

WB: E essa era a beleza de ir não conhecendo uns aos outros – o que foi perfeito porque Glen (Powell) meio que conhecia o (Blake), o que funcionou ainda melhor de uma maneira estranha. Mas nós não nos conhecíamos de maneira alguma, então a primeira vez que eu conheci o Tyler foi no aeroporto e nós estamos esperando pelas nossas bagagens e eu não conhecia ele, eu não assisti “Teen Wolf”. Mas eu presumi que ele estava no filme só porque ele parecia como um jogador de beisebol.

O Glen (Powell, que interpreta o Finn) deveria supostamente ser o McConaughey do filme?

TH: Nós nunca fizemos isso.

WB: Nós nunca estabelecemos isso.

No fundo da minha cabeça, eu estava constantemente imaginando como era parecido com Jovens, Loucos e Rebeldes.

WB: As propagandas estão forçando isso, não é o que Rick (Linklater) estava buscando.

BJ: Todo mundo é diferente das pessoas de Jovens, Loucos e Rebeldes.

WB: Rick e o marketing são duas pessoas diferentes.

TH: E era só o sentimento. Sabe? Não tinha essa grande coisa de “Aqui está o seu protagonista, aqui está o seu antagonista e o conflito e quem ganha.”

Nenhum dos filmes dele são assim.

TH: Exato, é só uma grande janela para outro mundo. Então esse era um mundo que para mim – tão egoísta como um atleta universitário – eu apenas sinto que aquele mundo nunca foi mostrado de verdade pelo que realmente é. Eu nunca tive festas como essas, mas eu quero dizer a competitividade, a coisa entre os caras, a química, a camaradagem, mas ao mesmo tempo, a competição. Isso é algo que, para mim, como pessoa, é difícil de explicar para pessoas quando elas perguntam, “Como foi a faculdade?” (ou) “Como era jogar bola?” e você não pode realmente explicar isso. Mas ser capaz de mostrar isso, meio que dar uma olhada nisso, foi uma coisa legal. Então isso é o que nós estávamos buscando o tempo todo.

Há o caminho mais fácil para se lidar com atletas universitários e no início foi assim quando vocês caras saiam a procura de garotas. Mas, então, se abre e você realmente gosta dessas pessoas. Como quando você vê atletas em um filme sobre faculdade, você fica, “Esses caras são uns idiotas.”

WB: Sim, correto.

Mas desses caras você realmente gosta.

BJ: Você quem me fala. Você viu o filme, certo?

Sim.

BJ: Então você sentiu como se estivesse curtindo com a gente, correto?

Sim, foi isso.

TH: E o mais legal foi, que faz muito tempo (desde) que vi um filme onde você apenas quer se sentar e conhecer 12 pessoas. Como você realmente faz, você se senta e na hora de ir embora você sente que conhece 12 novos amigos.

São tudo partes da vida e você sabe, eu não acho que ninguém pode amar qualquer coisa como ele ama o Texas.

TH: Pura verdade.

BJ: E ele o ama por boas razões porque depois de ter vivido no Texas, eu o amo.

E só foi mostrado no South by Southwest (conjunto de festivais de cinema, música e tecnologia).       

TH: Ah, foi ótimo.

WB: Vamos arrumar um pequeno duplex.

BJ: Eu ficaria animado. Vamos apenas tirar umas férias em casa e iremos para lá de vez em quando.

WB: Eu literalmente ficaria muito animado por isso.

BJ: Eu também.

TH: Eu também.

WB: Desculpe, estamos saindo do contexto.

Vão em frente, é como uma conversa.

TH: Nos dê mais uma, nos dê mais uma.

WB: O que você quer nos perguntar, que não esteja escrito em suas anotações?

Eu tinha até escrito essa, mas para o Blake, a coisa toda do Han Solo. É legítimo? Eu busquei pela lista do jovem Han Solo e você apareceu.

TH: Oh, sem divulgação.

BJ: É, não posso falar nada sobre isso, mas desejo muito poder para o cara que conseguir (o papel).

WB: Oh, então você não conseguiu?

Eu percebi, não sei como a Disney irá fazer.

WB: Eu não sei se você pode ir mais às divulgações deste filme, de verdade. Sem divulgação, provavelmente cortem você do filme.

TH: Provavelmente ele não irá mais falar com a gente. Digo, conhecendo o Blake, é pura sorte que ele ainda converse com a gente agora.

BJ: Ah, calem a boca.

Fonte: The Mash

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: EQUIPE THBR

Everybody Wants Some na Entertainment Weekly

Postado por Débora em 12/05

O elenco de Everybody Wants Some criou um ótimo entrosamento para criar os seus personagens. Atores tão acostumados com o mundo do beisebal, como por exemplo, Tyler Hoechlin, que executaram todas as cenas por conta própria. Confira a matéria completa dada a revista Entertainment Weekly abaixo no site:

COMO É PASSAR UM TEMPO COM O ELENCO DE EVERYBODY WANTS SOME!!

Umas das verdades sobre entrevistar atores de um filme que você gostou é que a química das amizades que você vê nas telas raramente se traduz para a vida real. Quando você pergunta a um artista porque ele ou ela se deu tão bem com o seu companheiro de cena, a resposta sempre é que todo mundo só estava fazendo seu trabalho muito bem. Eles te enganaram e seguiram seus próprios caminhos depois que o filme terminou.

Esse não é o caso com Everybody Wants Some!!

Para essa homenagem à jovem amizade masculina, Richard Linklater precisava criar um mundo que parecesse tão real e vivido e adorável que o público nunca saberia que o filme é essencialmente sem trama. O espectador estaria bem apenas passando um tempo com o time de beisebol no centro do filme. Para fazer isso, Linklater mudou o elenco – composto por uma mistura de atores e alguns não-atores – para o seu rancho na região de Austin para um processo de ensaio que ajudou a forjar verdadeiras amizades, que se traduziram para os seus personagens e suas cenas.

Eu me sentei com o elenco no primeiro final de semana do SXSW, quando Everybody Wants Some!! estreou, e toda a camaradagem do filme também está lá na vida real. Os caras e as garotas conversam como amigos e zoam uns aos outros de um jeito que apenas amigos fariam.

Para ter uma ideia do que foi passar uma tarde com o elenco de Everybody Wants Some!!, aqui estão alguns pedacinhos das nossas conversas.

[…]

Tyler Hoechlin (McReynolds)

Sobre fazer suas próprias manobras

Eu realmente balancei um machado e a bola foi cortada ao meio. A equipe de acessórios me deu a bola como um pequeno presente. Eu pude levar os dois pedaços para casa.

Ryan Guzman: Ele tem metade da bola na nossa casa. Olha, nós moramos juntos. Não na mesma cama. É tecnicamente a nossa casa, mas seu quarto.

Fonte: Entertainment Weekly

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: EQUIPE THBR

Desenvolvendo a Química

Postado por Débora em 12/05

A primeira coisa que qualquer um vai perceber sobre Everybody Wants Some!! de Richard Linklater é… vamos chamá-los de Os Caras. Especialmente a química entre Os Caras. Desde os primeiros minutos do filme de Linklater, você pode ver que a harmonia natural entre os atores é completamente genuína. As várias dinâmicas das relações e pequenos conflitos interpessoais são naturais ao invés de montados, e é fácil supor que a fluidez imensurável do filme é responsabilidade desses jovens atores.

Uproxx conversou com três estrelas de Everybody Wants Some!!: Blake Jenner, que interpreta o personagem principal Jake; Will Brittain, que interpreta Billy Autrey, o único jogador comprometido com um relacionamento de longa distância; e Tyler Hoechlin, que interpreta o grosseiro, durão, batedor Glen McReynolds. Brincalhões e relaxados, as três estrelas falaram positivamente sobre trabalhar com Linklater, a atmosfera colaborativa no set, a linha fina que divide atletas de atores, e muito mais.

Uma das coisas mais imediatas que se percebe no filme é a química entre todos os rapazes. Eu estava me perguntando como isso foi cultivado no set? Linklater se envolveu em juntar vocês ou foi algo mais natural?

Blake Jenner: [Linklater] foi a razão pela qual nós todos se unimos tanto. Nós facilmente poderíamos ter morado em lugares separados, como as pessoas fazem quando filmam, mas ele fez com que nós morássemos com ele em sua fazenda, e nós pudemos passar várias noites uns com os outros, repassando o script, tanto com ele quanto só entre nós, zoando um pouco de certos personagens, tentando ver o que dava certo, saindo da pagina com ele, pegando as melhores piadas e as incorporando no script, mas morar junto foi… Nós jogamos beisebol, tivemos ensaios de dança, e poderíamos ter feito tudo isso individualmente, mas eu acho que o maior motivo para qual a irmandade se passa tão bem foi porque vivíamos juntos. Vivemos o que fizemos no filme. Não estamos falsificando nada.

Will Brittain: A verdade. Nós dormimos em beliches uns dos lados dos outros, e fodíamos uns com os outros por um tempo… desculpe.

[Risadas]

Não, não, fale quantos palavrões quiser.

Brittain: Corta essa parte. Zoávamos uns aos outros enquanto estávamos dormindo. Você sabe, uh, porcaria…

[Mais risadas]

Brittain: Continue…

Tyler Hoechin: Não, isso é o feito de Rick completamente, criando esse tom e nos recebendo lá mais cedo. Acho que isso foi a parte mais preciosa de todo processo. Teve muitas coisas boas, sabe, descobrir a personalidade um do outro enquanto nós convivíamos juntos, mas também ver um ou outro como aqueles personagens por muito tempo durante o processo de ensaio. Sabe, piadas internas são criadas, coisas desse tipo, então eu encarei tudo em um nível superior. Você conhecer personagens que no script original não interagem tanto, nós víamos que essas personalidades juntas eram meio divertidas, e nós nos animávamos e brincávamos com elas um pouco mais.

Brittain: Isso é algo novo que não foi discutido ainda.

Hoechlin: Porque McReynold [personagem de Hoechlin] e Nesbit [interpretado por Austin Amelio] nunca interagiram no script original.

Brittain: Foi divertido colocar os dois juntos.

Hoechlin: Eu acabei de lembrar, como um rebatedor, os arremessadores canhotos são sempre as pessoas mais estranhas no beisebol. Eles só são. É tão consistente, então eu tinha esse negócio com o Rick que eu dizia tipo, “Você sabe, eu sou um rebatedor canhoto. Eu provavelmente odiaria esse cara.” Ele é provavelmente esse canhoto doido que só lança bolas leves e que eu não aguento, então isso meio que virou algo, e isso é graças ao Rick fazendo com que ficássemos tanto tempo jogando.

Para Jovens, Loucos e Rebeldes, Linklater mandou playlists com músicas dos anos 70 para o elenco antes que eles fossem para Austin. Ele fez algo similar dessa vez? Como vocês se prepararam para seus personagens específicos? Linklater os instruiu ou vocês encontraram seu processo de ensaios sozinhos?

Brittain: Bom, eu fico feliz que vocês nos disseram isso porque ele nos mandou música também, e eu vejo agora que ele não tem criatividade com seus atores.

[Risos]

Brittain: Não, ele nos mandou música, e eu mesmo sei, eu escolhi uma pequena playlist de músicas que eu acho que meu personagem ouviria, como um monte de ZZ Top. Você sabe, eu acho que nós todos nós nos comprometemos. Nós fizemos nosso trabalho e então Rick checou para ter certeza de que tudo fosse preciso e específico.

Hoechlin: São engraçadas, as palavras “ele te disse” ou “instruiu”….

É muito mais liberal…

Hoechlin: Sim! É tão encorajador e colaborativo, sabe, você realmente descobre essas coisas junto. Uma das coisas que Rick nos contou no começo foi, “Nós vamos pegar esse script e vamos destroçá-lo e juntá-lo novamente como um time para descobrir quem são esses caras.” Isso foi uma coisa tão incrível de se fazer. Mas a música foi outro aspecto disso. Rick estava tipo, “Aqui está toda a música que era popular na época, e tipo, o que vocês acham que vocês escutariam?” Isso te encoraja a começar a descobrir coisas sobre essa pessoa.

Jenner: O que foi muito legal, com tudo isso levado em consideração, foi, você sabe, com o Disco [gênero musical], você meio que fica livre para seguir em frente de acordo ao que você sente então nós pudemos descobrir isso. Você sabe, para caras do beisebol, estávamos tentando sair e conquistar meninas e ser legal, mas quando você está assistindo o filme, você consegue enxergar a personalidade de qualquer cara. Nós tratamos isso como uma dança interpretativa na vida do Disco.

Eu entendo que no filme, quando vocês vão a um clube punk, Coma [interpretado por Forrest Vickery] é quem é igual por dentro e por fora.

Jenner: Sim! Você com certeza sente isso. Ele é quem bebe água!

Brittain: Coma é tipo um louco naquela cena, cara. Parece até que trabalha para os Narcóticos.

Hoechlin: Falando sobre Disco, eu juro que a coisa que me faz rir todas as vezes é o [Ryan] Guzman, o cara que interpreta o [Kenny] Roeper, e ele faz essa coisinha de gato. [Hoechlin imita a dançinha de gato brincando.] É ótimo.

Outra coisa que é interessante sobre o filme é como ele captura esportes de equipe como uma unidade, mas também uma unidade cheia de personalidades individuais. Tyler, eu sei que você tem um passado no beisebol, mas eu estava me perguntando se [Blake ou Will] jogaram esportes quando vocês eram mais novos, e foi fácil começar agora ou foi um pouco desafiador entrar na mentalidade do time?

Jenner: Bom, eu cresci jogando futebol e depois eu fiz luta no colégio, o que traz uma maneira diferente de pensar dentre a competitividade nos esportes, e uh, eu joguei bastante basquete com meus amigos e joguei enquanto crescia também. Então, eu não sou como [risadas], você sabe ele [apontando para Hoechlin] é a coisa mais próxima do profissional entre nós.

Brittain: É, ele poderia ter virado profissional.

Jenner: Ah, ele com certeza poderia. Mas eu lembro esse sentimento de companheirismo, como marcar um touchdown e todo mundo se juntando, e ficando amarradão, mas eu nunca tinha jogado beisebol na minha vida, então foi bom que pudemos trabalhar com bons técnicos em Austin. Mas eu acho que todos nós sabíamos um pouco de como é estar em algum tipo de time, mesmo apenas crescendo e fazendo peças teatrais na escola. É a mesma mentalidade. Nós estamos lá para ajudar um ao outro.

Brittain: Nós todos praticávamos esportes. Eu não acho que havia um cara [no set] que não tinha jogado em algum nível. Todos jogaram alguma coisa. E Rick, você sabe, é um ótimo atleta. Eu não estou falando isso só para ser legal. Ele é um ótimo atleta em tipo, tudo. Ele é um daqueles caras que é irritantemente bom em tudo. Não foi difícil para nós entrarmos nos papéis de atletas.

Eu acho que o que realmente transpareceu no filme foi que Linklater é um tipo de atleta filósofo, só com a ideia que esses caras que estão usando seus corpos a todo o tempo também têm algo em suas cabeças.

Brittain: Eu amo que Blake tem essa cena quando ele fica meio atrevido [com o personagem de Zoey Deutch, Beverly] quando ela fica surpresa que ele é um atleta. Porque todos nós crescemos jogando esportes e também nos considerando artistas. Eu posso dizer por mim mesmo, eu sempre ficava irritado quando as pessoas diziam algo do tipo, “Você é só um atleta.”

Jenner: Tipo, no colégio eu praticava luta, mas também tinha ensaios no teatro, era tipo uma batalha entre os mundos porque os ensaios e os treinos eram ao mesmo tempo. Então você tinha que escolher um, e eu muitas vezes escolhia teatro, mas então o lado da luta ficava tipo, “Ah você não está passando tempo o suficiente aqui. Você ao menos quer estar aqui?” E o teatro fica, “Nós precisamos de você aqui. Precisamos fazer isso.”

Hoechlin: Eu tive que mudar meu curso na faculdade quando transferi de escola. Eu fazia cinema na ASU (Universidade do Estado do Arizona), mas aí transferi para a UC Irvine (Universidade da Califórnia Irvine), e meu técnico me chamou durante um jogo de verão e disse, “Hey, todas as aulas de cinema são durante os treinos, então você tem que… Você não pode se formar em cinema aqui.” Eu fiquei tipo, “Okay, acho que eu vou mudar.”

Brittain (sarcasticamente): Você pode ver o quão comprometido ele está com a atuação porque ele desistiu do cinema tipo [estrala os dedos] assim.

Hoechlin: Eu estava trabalhando! Eu estava trabalhando!

Você sabe que com esse filme, na superfície é sobre um bando de caras que estão tentando pegar garotas, mas então por baixo disso, é sobre como pessoas que são colocadas em uma caixa, são forçadas a se adaptarem em ambientes e situações diferentes. É tipo como esses caras estão confortáveis em um time de beisebol, mas também como eles se camuflam em uma bar country ou um clube disco. Como foi dado ênfase a isso no set? Foi apenas uma festa ou Linklater estava tipo, “Vamos respirar fundo e rever isso.”

Hoechlin: Eu não acho que foi apenas uma festa. Eu acho que esse foi obviamente o ambiente que o Linklater criou por conta da situação do filme, os dias antes do primeiro dia de escola, e por esse motivo eu gosto muito que o filme acaba com essa prática e com eles realmente indo à aula naquele dia porque você vê que esses caras estão lá por um propósito, há um motivo que eles estão lá.

Brittain: Eles não vão todos sair depois de uma semana.

Hoechlin: Sim! Mas há muitos momentos ótimos que são apenas momentos da vida. O ‘ficar com garotas’ é muito superficial, especialmente para caras indo à faculdade, é tipo, isso é tudo que eles pensam. Mas você sabe, também há coisas que todo mundo que vai para a faculdade começa a pensar quando chega lá, “Okay, eu não estou mais com minha mãe e meu pai, e eu não estou com todos os meus amigos com os quais cresci, eu estou com novas pessoas, e tipo, quem sou eu?” Agora sou só eu, não eu e o grupo que eu tinha, só eu comigo mesmo, e tipo, quem sou eu e o que eu vou ser? E eu acho que esse é um tema que foi citado algumas vezes e que é muito importante.

Jenner: Eu acho que todos nós podemos concordar que uma situação como a de trabalhar com o Rick é tipo o momento da sua vida quando você recebe o telefonema e você sabe que vai fazer isso, tipo, “Wow, eu consegui o papel” e “Ah, merda, vou ter que fazer isso.”

Brittain: Verdade, é assim mesmo.

Jenner: Você é jogado em uma situação como essa, tipo, sim você está seguindo o script, mas eu realmente penso que todos nós estávamos tão comprometidos com as relações que formamos uns com os outros que, tipo, trabalhar no script com o Rick e tudo mais era como praticar, tipo os ensaios de dança e de beisebol, que tudo que você vê no filme, é basicamente… Eu digo, eu não acho que é atuação. Eu acho que nós todos estamos experimentando tudo isso nas linhas de nossos personagens.

Brittain: O que é provavelmente a melhor definição de atuar que você pode fazer, apenas conviver com outras pessoas no ponto de vista do personagem. O Rick me ensinou como natural e orgânico isso pode acontecer e o quão divertido por ser.

Jenner: Eu acho que esse filme com tudo que ele discute, as ideia que ele ensina é de realmente viver o agora e aproveitar os bons momentos, e eu acho que todos nós fizemos isso durante as filmagens, e eu acho que é algo que levaremos para nossas vidas daqui em diante.

Fonte: Uproxx

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: EQUIPE THBR

Tyler Hoechlin conversa com a Sports360AZ

Postado por Débora em 12/05

Assim como o próprio Tyler Hoechlin, alguns atores do elenco de Everybody Wants Some!! já tiveram uma certa experiência com o beisebol, o que facilitou na hora da gravação do filme. Na entrevista concedida ao Sports360AZ, Tyler fala um pouco sobre o esporte e sobre o ambiente do filme.

Confira o vídeo legendado por nossa equipe:

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: EQUIPE THBR